Serra-a-velha
Sendo um dos objectivos aquando da sua constituição a preservação de costumes e tradições, a Olheiro – Associação dos 8, recriou no passado dia 30 de Março 2011 a Serra-a-velha.
A Serra-a-Velha ocorre a meio da quaresma, a uma quarta-feira, num período de privação de divertimento segundo a religião católica.
Esta tradição consiste num grupo de homens que nessa noite percorriam as ruas dos lugares, fazendo uma grande algazarra, com a finalidade de importunar as pessoas de idade da aldeia, nomeadamente aquelas que reagiam às provocações.
À porta dos contemplados, simulava-se que se estava a serrar a porta, gritando várias frases, do género “OH VELHA… UM FIO OU DOIS?” ou “ VAMOS SERRA A VELHA?”. Também era habitual as vítimas vingarem-se do grupo de foliões através de uma “penicada” (penico com mijo) que jogavam da janela do sobrado deixando-os com um cheiro característico!
Em algumas casas também era deixada uma marca da passagem do grupo, já que partiam no rebato da porta, um pote de barro com cascas de cricos, fugindo de seguida para não serem reconhecidos.
Dentro deste espírito a Associação foi para a rua munida de alguns instrumentos, nomeadamente uma mangueira para fazer barulho, uma boa quantidade de casca de cricos, um bocado de madeira, uma serra, latas velhas, telhas de canudo e muita coragem!
A receptividade foi variada pelo factor surpresa. Se em algumas casas reconheceram a tradição facilmente, convidando-nos para a adega para provar a pinga, e surpreendendo-nos com uma baldada de água pela janela do sobrado (felizmente que já não se usam penicos!), outros desconhecendo por completo a tradição ou não se lembrando, reagiram de tal forma que tivemos mesmo de dar à sola!
Queremos agradecer aos sócios que participaram connosco nesta actividade percorrendo as ruas da aldeia, assim como as “vítimas” que nos acolheram. Sabemos que no dia seguinte houve várias casas em que a limpeza foi redobrada!
Não sabemos se por castigo, o grupo que antes do percurso teve de comer os cricos, no dia seguinte padeceu dos males da tripa. E mais não dizemos!
A Serra-a-Velha ocorre a meio da quaresma, a uma quarta-feira, num período de privação de divertimento segundo a religião católica.
Esta tradição consiste num grupo de homens que nessa noite percorriam as ruas dos lugares, fazendo uma grande algazarra, com a finalidade de importunar as pessoas de idade da aldeia, nomeadamente aquelas que reagiam às provocações.
À porta dos contemplados, simulava-se que se estava a serrar a porta, gritando várias frases, do género “OH VELHA… UM FIO OU DOIS?” ou “ VAMOS SERRA A VELHA?”. Também era habitual as vítimas vingarem-se do grupo de foliões através de uma “penicada” (penico com mijo) que jogavam da janela do sobrado deixando-os com um cheiro característico!
Em algumas casas também era deixada uma marca da passagem do grupo, já que partiam no rebato da porta, um pote de barro com cascas de cricos, fugindo de seguida para não serem reconhecidos.
Dentro deste espírito a Associação foi para a rua munida de alguns instrumentos, nomeadamente uma mangueira para fazer barulho, uma boa quantidade de casca de cricos, um bocado de madeira, uma serra, latas velhas, telhas de canudo e muita coragem!
A receptividade foi variada pelo factor surpresa. Se em algumas casas reconheceram a tradição facilmente, convidando-nos para a adega para provar a pinga, e surpreendendo-nos com uma baldada de água pela janela do sobrado (felizmente que já não se usam penicos!), outros desconhecendo por completo a tradição ou não se lembrando, reagiram de tal forma que tivemos mesmo de dar à sola!
Queremos agradecer aos sócios que participaram connosco nesta actividade percorrendo as ruas da aldeia, assim como as “vítimas” que nos acolheram. Sabemos que no dia seguinte houve várias casas em que a limpeza foi redobrada!
Não sabemos se por castigo, o grupo que antes do percurso teve de comer os cricos, no dia seguinte padeceu dos males da tripa. E mais não dizemos!
Calendário de Actividades 2011
Fevereiro 27 - Paintball - (Termas da Amieira)
Março - Serra a velha
Maio 8 - Passeio pedestre (rota do moinho)
Maio - Participação na Feira do Tremoço
Junho - Excursão - local a designar
Julho - Cicloturismo/piquenicão - Póvoa da Lomba - (parque de merendas / trilho do sarilho)
Agosto 6 - Desfolhada
Setembro 11 - Feira dos 13
Outubro - 3º aniversário - actividade a designar
Novembro - castanhada
Março - Serra a velha
Maio 8 - Passeio pedestre (rota do moinho)
Maio - Participação na Feira do Tremoço
Junho - Excursão - local a designar
Julho - Cicloturismo/piquenicão - Póvoa da Lomba - (parque de merendas / trilho do sarilho)
Agosto 6 - Desfolhada
Setembro 11 - Feira dos 13
Outubro - 3º aniversário - actividade a designar
Novembro - castanhada
2ª edição da Feira dos 13
2ª edição da Feira dos 13 – 12 de Setembro de 2010
Organizada pela “Olheiro – Associação dos 8”, realizou-se no dia 12 de Setembro a 2ª edição da Feira dos 13.
Esta recriação, para além dos quadros eminentemente relacionados com a actividade mercantil, apresentou também vivências e costumes enraizados na típica cultura Gandaresa.
Assim, constatámos a presença de figuras típicas desta região e que representavam profissões e actividades extintas ou praticamente em vias de extinção, destacando-se a aguadeira, os resineiros, os ferreiros, a tremoceira, a padeira (vendedora de broa e de cavalitos), a peixeira (carapau e sardinha), o gateiro, a vendedora de tecidos, o fotógrafo ‘à la minute’, o negociante de gado, o lavrador rico, a cigana, etc.
Para além da representação destes quadros, a Feira foi também complementada com a presença de um grupo de música tradicional portuguesa (“Os Gaiteiros do Vale da Mula), o Grupo Típico de Cadima, que fez a chegada dos negociantes à Feira, a Casa do Povo de Cadima, com uma demonstração do jogo tradicional das Bolas de Pau, com a possibilidade de se *provar pratos típicos gandareses e também com painéis explicativos contendo informação acerca de algumas profissões presentes.
Registou-se a presença de centenas de pessoas, que na sua grande maioria se apresentaram trajados à época.
De uma forma despretensiosa, conjugando a beleza do local (Olheiro, Aljuriça), com a vontade de participar na recriação da importante realização que foi a Feira dos 13, decorreu este evento a que se associou público que ocorreu de toda a região Gandaresa.
A todos, o nosso grato reconhecimento pela presença e participação inestimáveis.
Pela Direcção
Organizada pela “Olheiro – Associação dos 8”, realizou-se no dia 12 de Setembro a 2ª edição da Feira dos 13.
Esta recriação, para além dos quadros eminentemente relacionados com a actividade mercantil, apresentou também vivências e costumes enraizados na típica cultura Gandaresa.
Assim, constatámos a presença de figuras típicas desta região e que representavam profissões e actividades extintas ou praticamente em vias de extinção, destacando-se a aguadeira, os resineiros, os ferreiros, a tremoceira, a padeira (vendedora de broa e de cavalitos), a peixeira (carapau e sardinha), o gateiro, a vendedora de tecidos, o fotógrafo ‘à la minute’, o negociante de gado, o lavrador rico, a cigana, etc.
Para além da representação destes quadros, a Feira foi também complementada com a presença de um grupo de música tradicional portuguesa (“Os Gaiteiros do Vale da Mula), o Grupo Típico de Cadima, que fez a chegada dos negociantes à Feira, a Casa do Povo de Cadima, com uma demonstração do jogo tradicional das Bolas de Pau, com a possibilidade de se *provar pratos típicos gandareses e também com painéis explicativos contendo informação acerca de algumas profissões presentes.
Registou-se a presença de centenas de pessoas, que na sua grande maioria se apresentaram trajados à época.
De uma forma despretensiosa, conjugando a beleza do local (Olheiro, Aljuriça), com a vontade de participar na recriação da importante realização que foi a Feira dos 13, decorreu este evento a que se associou público que ocorreu de toda a região Gandaresa.
A todos, o nosso grato reconhecimento pela presença e participação inestimáveis.
Pela Direcção
Subscrever:
Mensagens (Atom)
