Calendário de Actividades 2013
Plano de Actividades 2013
Fevereiro - 23 - Passeio à Serra da Estrela, Folgosinho e Centro de Interpretação da Serra da Estrela (Seia)
Março - 24 - Passeio pedestre nos lugares da freguesia (local a designar)
Abril - 21- Visita às Aldeias do Xisto e Museu da Chanfana (Miranda do Corvo)
Maio - 12 - Ciclo-Paper
Junho - Participação na Feira do Tremoço
Julho - sem atividade agendada
Agosto - 15 - Ciclo turismo à Praia da Tocha
Setembro - 15 - Realização da Feira dos 13
Outubro - 6/13 - Workshop de Enologia
Novembro - 2 - 5 º Aniversário: Noite de Fados
Dezembro - sem atividade agendada
Serra-a-velha
Sendo um dos objectivos aquando da sua constituição a preservação de costumes e tradições, a Olheiro – Associação dos 8, recriou no passado dia 30 de Março 2011 a Serra-a-velha.
A Serra-a-Velha ocorre a meio da quaresma, a uma quarta-feira, num período de privação de divertimento segundo a religião católica.
Esta tradição consiste num grupo de homens que nessa noite percorriam as ruas dos lugares, fazendo uma grande algazarra, com a finalidade de importunar as pessoas de idade da aldeia, nomeadamente aquelas que reagiam às provocações.
À porta dos contemplados, simulava-se que se estava a serrar a porta, gritando várias frases, do género “OH VELHA… UM FIO OU DOIS?” ou “ VAMOS SERRA A VELHA?”. Também era habitual as vítimas vingarem-se do grupo de foliões através de uma “penicada” (penico com mijo) que jogavam da janela do sobrado deixando-os com um cheiro característico!
Em algumas casas também era deixada uma marca da passagem do grupo, já que partiam no rebato da porta, um pote de barro com cascas de cricos, fugindo de seguida para não serem reconhecidos.
Dentro deste espírito a Associação foi para a rua munida de alguns instrumentos, nomeadamente uma mangueira para fazer barulho, uma boa quantidade de casca de cricos, um bocado de madeira, uma serra, latas velhas, telhas de canudo e muita coragem!
A receptividade foi variada pelo factor surpresa. Se em algumas casas reconheceram a tradição facilmente, convidando-nos para a adega para provar a pinga, e surpreendendo-nos com uma baldada de água pela janela do sobrado (felizmente que já não se usam penicos!), outros desconhecendo por completo a tradição ou não se lembrando, reagiram de tal forma que tivemos mesmo de dar à sola!
Queremos agradecer aos sócios que participaram connosco nesta actividade percorrendo as ruas da aldeia, assim como as “vítimas” que nos acolheram. Sabemos que no dia seguinte houve várias casas em que a limpeza foi redobrada!
Não sabemos se por castigo, o grupo que antes do percurso teve de comer os cricos, no dia seguinte padeceu dos males da tripa. E mais não dizemos!
A Serra-a-Velha ocorre a meio da quaresma, a uma quarta-feira, num período de privação de divertimento segundo a religião católica.
Esta tradição consiste num grupo de homens que nessa noite percorriam as ruas dos lugares, fazendo uma grande algazarra, com a finalidade de importunar as pessoas de idade da aldeia, nomeadamente aquelas que reagiam às provocações.
À porta dos contemplados, simulava-se que se estava a serrar a porta, gritando várias frases, do género “OH VELHA… UM FIO OU DOIS?” ou “ VAMOS SERRA A VELHA?”. Também era habitual as vítimas vingarem-se do grupo de foliões através de uma “penicada” (penico com mijo) que jogavam da janela do sobrado deixando-os com um cheiro característico!
Em algumas casas também era deixada uma marca da passagem do grupo, já que partiam no rebato da porta, um pote de barro com cascas de cricos, fugindo de seguida para não serem reconhecidos.
Dentro deste espírito a Associação foi para a rua munida de alguns instrumentos, nomeadamente uma mangueira para fazer barulho, uma boa quantidade de casca de cricos, um bocado de madeira, uma serra, latas velhas, telhas de canudo e muita coragem!
A receptividade foi variada pelo factor surpresa. Se em algumas casas reconheceram a tradição facilmente, convidando-nos para a adega para provar a pinga, e surpreendendo-nos com uma baldada de água pela janela do sobrado (felizmente que já não se usam penicos!), outros desconhecendo por completo a tradição ou não se lembrando, reagiram de tal forma que tivemos mesmo de dar à sola!
Queremos agradecer aos sócios que participaram connosco nesta actividade percorrendo as ruas da aldeia, assim como as “vítimas” que nos acolheram. Sabemos que no dia seguinte houve várias casas em que a limpeza foi redobrada!
Não sabemos se por castigo, o grupo que antes do percurso teve de comer os cricos, no dia seguinte padeceu dos males da tripa. E mais não dizemos!
Calendário de Actividades 2011
Fevereiro 27 - Paintball - (Termas da Amieira)
Março - Serra a velha
Maio 8 - Passeio pedestre (rota do moinho)
Maio - Participação na Feira do Tremoço
Junho - Excursão - local a designar
Julho - Cicloturismo/piquenicão - Póvoa da Lomba - (parque de merendas / trilho do sarilho)
Agosto 6 - Desfolhada
Setembro 11 - Feira dos 13
Outubro - 3º aniversário - actividade a designar
Novembro - castanhada
Março - Serra a velha
Maio 8 - Passeio pedestre (rota do moinho)
Maio - Participação na Feira do Tremoço
Junho - Excursão - local a designar
Julho - Cicloturismo/piquenicão - Póvoa da Lomba - (parque de merendas / trilho do sarilho)
Agosto 6 - Desfolhada
Setembro 11 - Feira dos 13
Outubro - 3º aniversário - actividade a designar
Novembro - castanhada
2ª edição da Feira dos 13
2ª edição da Feira dos 13 – 12 de Setembro de 2010
Organizada pela “Olheiro – Associação dos 8”, realizou-se no dia 12 de Setembro a 2ª edição da Feira dos 13.
Esta recriação, para além dos quadros eminentemente relacionados com a actividade mercantil, apresentou também vivências e costumes enraizados na típica cultura Gandaresa.
Assim, constatámos a presença de figuras típicas desta região e que representavam profissões e actividades extintas ou praticamente em vias de extinção, destacando-se a aguadeira, os resineiros, os ferreiros, a tremoceira, a padeira (vendedora de broa e de cavalitos), a peixeira (carapau e sardinha), o gateiro, a vendedora de tecidos, o fotógrafo ‘à la minute’, o negociante de gado, o lavrador rico, a cigana, etc.
Para além da representação destes quadros, a Feira foi também complementada com a presença de um grupo de música tradicional portuguesa (“Os Gaiteiros do Vale da Mula), o Grupo Típico de Cadima, que fez a chegada dos negociantes à Feira, a Casa do Povo de Cadima, com uma demonstração do jogo tradicional das Bolas de Pau, com a possibilidade de se *provar pratos típicos gandareses e também com painéis explicativos contendo informação acerca de algumas profissões presentes.
Registou-se a presença de centenas de pessoas, que na sua grande maioria se apresentaram trajados à época.
De uma forma despretensiosa, conjugando a beleza do local (Olheiro, Aljuriça), com a vontade de participar na recriação da importante realização que foi a Feira dos 13, decorreu este evento a que se associou público que ocorreu de toda a região Gandaresa.
A todos, o nosso grato reconhecimento pela presença e participação inestimáveis.
Pela Direcção
Organizada pela “Olheiro – Associação dos 8”, realizou-se no dia 12 de Setembro a 2ª edição da Feira dos 13.
Esta recriação, para além dos quadros eminentemente relacionados com a actividade mercantil, apresentou também vivências e costumes enraizados na típica cultura Gandaresa.
Assim, constatámos a presença de figuras típicas desta região e que representavam profissões e actividades extintas ou praticamente em vias de extinção, destacando-se a aguadeira, os resineiros, os ferreiros, a tremoceira, a padeira (vendedora de broa e de cavalitos), a peixeira (carapau e sardinha), o gateiro, a vendedora de tecidos, o fotógrafo ‘à la minute’, o negociante de gado, o lavrador rico, a cigana, etc.
Para além da representação destes quadros, a Feira foi também complementada com a presença de um grupo de música tradicional portuguesa (“Os Gaiteiros do Vale da Mula), o Grupo Típico de Cadima, que fez a chegada dos negociantes à Feira, a Casa do Povo de Cadima, com uma demonstração do jogo tradicional das Bolas de Pau, com a possibilidade de se *provar pratos típicos gandareses e também com painéis explicativos contendo informação acerca de algumas profissões presentes.
Registou-se a presença de centenas de pessoas, que na sua grande maioria se apresentaram trajados à época.
De uma forma despretensiosa, conjugando a beleza do local (Olheiro, Aljuriça), com a vontade de participar na recriação da importante realização que foi a Feira dos 13, decorreu este evento a que se associou público que ocorreu de toda a região Gandaresa.
A todos, o nosso grato reconhecimento pela presença e participação inestimáveis.
Pela Direcção
Assinatura de Protocolo
Foi assinado no dia 20 de Junho de 2010 o Protocolo de cedência e utilização da EB1 de Aljuriça à “Olheiro – Associação dos 8”.
Considerando o objecto definido nos estatutos da Associação, no sentido da “preservação dos costumes, tradições e gastronomia local (…) e com fins culturais, recreativos e desportivos”, foi este pedido formalizado ao Agrupamento de Escolas de Cantanhede, mediante ofício datado de 02/03/2009, tendo este sido concedido em 22/04/2009.
A assinatura do protocolo aconteceu no Olheiro, freguesia de Cadima e lugar de Aljuriça, local que deu nome à Associação, pelas nascentes de água naturais aí existentes.
Após um belo repasto dinamizado pela Associação, com o sugestivo título de Piquenicão, procedeu-se à assinatura do Protocolo, com a inestimável presença do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Doutor João Carlos Vidaurre Pais de Moura, da Junta de Freguesia de Cadima, Sr. José Alberto de Oliveira Pessoa e a Direcção da Olheiro – Associação dos 8.
Com este Protocolo, foi cedida a sala de apoio às refeições para funcionamento da sede da Associação, as instalações sanitárias e o logradouro da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico de Aljuriça, onde “apenas serão permitidas actividades relacionadas com a preservação dos costumes, tradições e gastronomia locais, com fins culturais, recreativos e desportivos, conforme consta dos estatutos da Associação”.
Ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Doutor João Carlos Vidaurre Pais de Moura, à Junta de Freguesia de Cadima, Sr. José Alberto de Oliveira Pessoa e restante Executivo, aos sócios e restantes colaboradores, a Olheiro – Associação dos 8, manifesta o seu reconhecido e singelo agradecimento.
Considerando o objecto definido nos estatutos da Associação, no sentido da “preservação dos costumes, tradições e gastronomia local (…) e com fins culturais, recreativos e desportivos”, foi este pedido formalizado ao Agrupamento de Escolas de Cantanhede, mediante ofício datado de 02/03/2009, tendo este sido concedido em 22/04/2009.
A assinatura do protocolo aconteceu no Olheiro, freguesia de Cadima e lugar de Aljuriça, local que deu nome à Associação, pelas nascentes de água naturais aí existentes.
Após um belo repasto dinamizado pela Associação, com o sugestivo título de Piquenicão, procedeu-se à assinatura do Protocolo, com a inestimável presença do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Doutor João Carlos Vidaurre Pais de Moura, da Junta de Freguesia de Cadima, Sr. José Alberto de Oliveira Pessoa e a Direcção da Olheiro – Associação dos 8.
Com este Protocolo, foi cedida a sala de apoio às refeições para funcionamento da sede da Associação, as instalações sanitárias e o logradouro da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico de Aljuriça, onde “apenas serão permitidas actividades relacionadas com a preservação dos costumes, tradições e gastronomia locais, com fins culturais, recreativos e desportivos, conforme consta dos estatutos da Associação”.
Ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Doutor João Carlos Vidaurre Pais de Moura, à Junta de Freguesia de Cadima, Sr. José Alberto de Oliveira Pessoa e restante Executivo, aos sócios e restantes colaboradores, a Olheiro – Associação dos 8, manifesta o seu reconhecido e singelo agradecimento.
Pela Direcção
02 de Agosto de 2010
Rota da Felgueira
Alguém sabe porque foi dado este nome ao II Passeio Pedestre organizado pela Olheiro - Associação dos 8?
Com o sugestivo nome de Rota da Felgueira, decorreu no Domingo, dia 21 de Março, mais uma edição do projecto "Percursos Pedestres”, promovida pela Olheiro - Associação dos 8.
Desta vez, com uma distância total de aproximadamente 10 km, esta actividade teve a adesão de cerca de 60 pessoas. Após o encontro, marcado para as 14,30 horas, em frente à Escola Primária de Aljuriça, que funciona também como sede da Associação procedeu-se, no terreno em frente à escola, à plantação de uma oliveira que certamente irá frutificar e fornecer azeite para acompanhar alguns dos pratos tradicionais da nossa terra. Com este gesto, comemorou-se o Dia Mundial da Árvore e da Floresta e também o início da Primavera.
Logo após, foi dado o "apito de partida" e, alegremente, todos os participantes arrancaram, decididos a atingir o objectivo inicialmente traçado.
Passando pelo Esterpal, Prages, Rosmaninhais, Feira dos Treze, foram-se contando e ouvindo histórias, antigas muitas delas, mas que contribuíram para o animado ambiente que se verificava em toda a caravana. Continuando embrenhados pela bonita paisagem envolvente e acompanhados por um radioso sol que neste dia conseguiu ofuscar os anteriores dias chuvosos, a longa fila de caminhantes foi vencendo as baixas dificuldades que o trajecto apresentava.
Quem habitualmente participa numa iniciativa deste tipo tem uma elevada consciência cívica e ambiental, facto que foi possível comprovar, pois todos os participantes, apesar de com um dia de atraso, se associaram ao programa Limpar Portugal, apanhando papéis, plásticos, embalagens, etc, ao longo da caminhada, que depois eram depositadas em sacos de lixo que valorosos companheiros se ofereceram para transportar. Pelo entusiasmo de todos e, infelizmente, pela quantidade de lixo que se foi encontrando, a meio do percurso a meia dúzia de sacos disponíveis já se encontrava cheia, pelo que foram depositados junto de um contentor de recolha de lixo.
Voltando ao percurso, depois de vencidas as colinas das Moreiras, atravessada a linha de caminho de ferro e entrando em terreno da vizinha freguesia de Arazede, eis que a comitiva chega ao Pinhal da Felgueira. Nome curioso para uma zona florestal. Como sabem, “felgueira” será uma zona onde predomina determinada planta. “Felgueira” deriva do termo "felgaria", que significa "terreno coberto de fetos que, quando secos, são avermelhados (rubeans ou rubeas)".
No local, o Presidente da Associação, Carlos Rocha, explicou que deste agora pouco acolhedor local, foram retirados inúmeros vagões de saibro que serviu de lastro para a construção da linha do caminho-de-ferro, agora baptizado Ramal da Figueira da Foz, que, partindo da Pampilhosa, atravessando o Concelho de Cantanhede, chegava à cidade da Praia da Claridade. Outro colaborador (Carlos Gregório), deu algumas explicações acerca da evolução histórica deste ramal, outrora fazendo parte da Linha da Beira Alta. Ficou a saber-se que por volta de 1882 El Rei D. Luiz passou pelo Casal, que existiram comboios que se chamavam “Allan” e que as estações de Arazede, Lemede, Cantanhede e Murtede e todas as outras do Ramal, ostentam uma placa com a distância e altitude do local.
Após estas breves, mas interessantes (dizemos nós…) explicações, a comitiva fez-se à linha de caminho-de-ferro e partiu rumo a nova paragem. Galgando solipa após solipa, os viajantes chegaram a terras do Casal e desembarcaram no apeadeiro local. Aqui, foi servido um lanche de 1ª classe, viram-se passar pelo local saborosos bolos, sumarentas laranjas e deliciosas e finas bebidas que todos puderam e souberam apreciar, sempre servidos com a simpatia e celeridade do pessoal de serviço. Após este opíparo lanche, com "a fornalha atestada" e com "a caldeira a ferver", foi ver partir os caminhantes "a todo o vapor" e com energia suficiente para vencer a etapa final.
Atacaram-se novamente as solipas e, após algumas centenas de metros, toda a comitiva abandonou o caminho-de-ferro e rumou a caminho de terra batida que a todos levaria à zona dos Barrios, a partir da qual era possível vislumbrar as terras de Guímera. Passando pela casa do Padre Mário Brito, e adjacentes, os entusiásticos participantes, chegaram à Carvalheira a boa velocidade, inclinaram-se na curva do Evaristo e aproveitaram a descida para embalar e chegar ao Largo de São Pedro que os recebeu com vivas e anunciou o final da jornada.
Com os "bofes de fora", mas com o espírito de dever cumprido, todos os participantes que iniciaram este passeio chegaram ao recreio da Escola de Aljuriça, suspirando pelo cansaço, mas também por uma nova edição de uma Viagem na Minha Terra.
Obrigado a todos os participantes pela presença nesta iniciativa.
A Direcção
Aljuriça, 7 de Abril de 2010
Com o sugestivo nome de Rota da Felgueira, decorreu no Domingo, dia 21 de Março, mais uma edição do projecto "Percursos Pedestres”, promovida pela Olheiro - Associação dos 8.
Desta vez, com uma distância total de aproximadamente 10 km, esta actividade teve a adesão de cerca de 60 pessoas. Após o encontro, marcado para as 14,30 horas, em frente à Escola Primária de Aljuriça, que funciona também como sede da Associação procedeu-se, no terreno em frente à escola, à plantação de uma oliveira que certamente irá frutificar e fornecer azeite para acompanhar alguns dos pratos tradicionais da nossa terra. Com este gesto, comemorou-se o Dia Mundial da Árvore e da Floresta e também o início da Primavera.
Logo após, foi dado o "apito de partida" e, alegremente, todos os participantes arrancaram, decididos a atingir o objectivo inicialmente traçado.
Passando pelo Esterpal, Prages, Rosmaninhais, Feira dos Treze, foram-se contando e ouvindo histórias, antigas muitas delas, mas que contribuíram para o animado ambiente que se verificava em toda a caravana. Continuando embrenhados pela bonita paisagem envolvente e acompanhados por um radioso sol que neste dia conseguiu ofuscar os anteriores dias chuvosos, a longa fila de caminhantes foi vencendo as baixas dificuldades que o trajecto apresentava.
Quem habitualmente participa numa iniciativa deste tipo tem uma elevada consciência cívica e ambiental, facto que foi possível comprovar, pois todos os participantes, apesar de com um dia de atraso, se associaram ao programa Limpar Portugal, apanhando papéis, plásticos, embalagens, etc, ao longo da caminhada, que depois eram depositadas em sacos de lixo que valorosos companheiros se ofereceram para transportar. Pelo entusiasmo de todos e, infelizmente, pela quantidade de lixo que se foi encontrando, a meio do percurso a meia dúzia de sacos disponíveis já se encontrava cheia, pelo que foram depositados junto de um contentor de recolha de lixo.
Voltando ao percurso, depois de vencidas as colinas das Moreiras, atravessada a linha de caminho de ferro e entrando em terreno da vizinha freguesia de Arazede, eis que a comitiva chega ao Pinhal da Felgueira. Nome curioso para uma zona florestal. Como sabem, “felgueira” será uma zona onde predomina determinada planta. “Felgueira” deriva do termo "felgaria", que significa "terreno coberto de fetos que, quando secos, são avermelhados (rubeans ou rubeas)".
No local, o Presidente da Associação, Carlos Rocha, explicou que deste agora pouco acolhedor local, foram retirados inúmeros vagões de saibro que serviu de lastro para a construção da linha do caminho-de-ferro, agora baptizado Ramal da Figueira da Foz, que, partindo da Pampilhosa, atravessando o Concelho de Cantanhede, chegava à cidade da Praia da Claridade. Outro colaborador (Carlos Gregório), deu algumas explicações acerca da evolução histórica deste ramal, outrora fazendo parte da Linha da Beira Alta. Ficou a saber-se que por volta de 1882 El Rei D. Luiz passou pelo Casal, que existiram comboios que se chamavam “Allan” e que as estações de Arazede, Lemede, Cantanhede e Murtede e todas as outras do Ramal, ostentam uma placa com a distância e altitude do local.
Após estas breves, mas interessantes (dizemos nós…) explicações, a comitiva fez-se à linha de caminho-de-ferro e partiu rumo a nova paragem. Galgando solipa após solipa, os viajantes chegaram a terras do Casal e desembarcaram no apeadeiro local. Aqui, foi servido um lanche de 1ª classe, viram-se passar pelo local saborosos bolos, sumarentas laranjas e deliciosas e finas bebidas que todos puderam e souberam apreciar, sempre servidos com a simpatia e celeridade do pessoal de serviço. Após este opíparo lanche, com "a fornalha atestada" e com "a caldeira a ferver", foi ver partir os caminhantes "a todo o vapor" e com energia suficiente para vencer a etapa final.
Atacaram-se novamente as solipas e, após algumas centenas de metros, toda a comitiva abandonou o caminho-de-ferro e rumou a caminho de terra batida que a todos levaria à zona dos Barrios, a partir da qual era possível vislumbrar as terras de Guímera. Passando pela casa do Padre Mário Brito, e adjacentes, os entusiásticos participantes, chegaram à Carvalheira a boa velocidade, inclinaram-se na curva do Evaristo e aproveitaram a descida para embalar e chegar ao Largo de São Pedro que os recebeu com vivas e anunciou o final da jornada.
Com os "bofes de fora", mas com o espírito de dever cumprido, todos os participantes que iniciaram este passeio chegaram ao recreio da Escola de Aljuriça, suspirando pelo cansaço, mas também por uma nova edição de uma Viagem na Minha Terra.
Obrigado a todos os participantes pela presença nesta iniciativa.
A Direcção
Aljuriça, 7 de Abril de 2010
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